Viés, 2015,

Dobra, 2010, elásticos e pregos, 120 × 120 × 55 cm,

Aeroplano (série), 2010, moldura e elásticos, dimensões variáveis,

Paisagem, 2010, moldura e elásticos, 60 × 189 cm,

Fuga III, 2010, moldura e elásticos, 93 × 114 × 7 cm,

Fuga I e II, 2009, moldura e elásticos, 60 × 45 cm cada,

Dobra, 2009, elásticos e pregos, ≈ 45 × 45 × 30 cm,

Memória Superficial (série), 2015, acrílico e vinil, 35x45x3cm,

Entre, 2010, madeirite, dimensões variáveis,

Entre, 2010, madeira laqueada, dimensões variáveis,

Topografia, 2006, acrílico e elásticos, ≈ 100 × 100 × 25 cm,

Pretérito Imperfeito, 2015, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro,

Sem título, 2015, 400m de corrente de aço contínua, Antigo Hotel 7 Setembro, Rio de Janeiro,

Elos, 2012, intervenção com fita adesiva, Espaço Pivô, SP,

Arquitetura do Segredo, 2010, Casa França Brasil, Rio de Janeiro,

Arquitetura do segredo “A existência de uma homologia entre a geometria do cofre e a psicologia do segredo é uma constatação que parece dispensar longos comentários”. — Gaston Bachelard Pequenos espaços continentes compõem uma arquitetura imaginária que remete ao próprio espaço viagra do cofre como lugar do segredo, do esconderijo. De alguma forma revelam na concretude do mundo um tema http://viagrasildenafil-online.com/ psicológico bem geral: a cialis idéia de que quem enterra um tesouro enterra-se com ele. O trabalho apresentado por Amalia Giacomini procura deste modo tocar na relação entre a intimidade do homem e da matéria.

Aeroplano, 2010, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Rio de Janeiro,

The invisible apparent, 2013, Galeria Nacional de Praga,

Vazio Inventado, 2010, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro,

Tornando aparente o invisível As experiências de Amalia Giacomini são da ordem do ar. Ao contrário de uma desmaterialização do objeto, se pensarmos em como o ar atravessa e faz parte da natureza de seus objetos, a investigação de Giacomini percorre a necessidade de tornar visível o vazio. A forma e buy viagra online o título de uma de suas obras (Aeroplano) criam uma associação nominativa e fenomenológica entre leveza e fuga para o espaço. Nesse deslocamento entre ser e conter ar, seus objetos nos interrogam sobre a sua aparência ao mesmo tempo em que fundam e ocupam um espaço, sempre por meio de uma economia de gestos e métodos que potencializam as qualidades do material e tornam clara sua presença como necessária e insubstituível para a fundação desse território semântico. Ambiguamente é no seu caráter quase de desaparição, que os objetos de Giacomini se dedicam à formação incessante de novas paisagens, apontando para uma superfície vibrátil, virtual e potente. É no embate entre espectador e obra, que esse campo ótico, antes http://overthecounterviagracheap.com/ estático, ganha forma e volume. Não são, portanto, objetos estacionários, mas em constante trânsito. Figuram paradoxalmente entre a máxima presença e a máxima ausência. No limite entre linha e materialidade, o grid é exposto em um intervalo ambíguo que manifesta aparência e dissolução. Nessas formas camufladas sobrepostas por elásticos, a aparente ausência é um exercício para se next day delivery of viagra refletir sobre como buy viagra online in australia a linha pode ser formadora de paisagens. Na ação de traçar linhas e superfícies, seus objetos enganam a nossa percepção. A artista faz uso de uma construção manual no emprego dessas tramas, o que implica que a disposição dos vetores instaure leves distorções que lançam dúvidas sobre a aparência e visibilidade de seus objetos. São perspectivas em desequilíbrio que na série Entre se

convertem em materialidade e instituem um lugar. Já em Dobras, esse “lugar” fica na fronteira entre a permanência e a maleabilidade. A dobra não esconde mas revela um plano que, em sua transparência, permite que seus preenchimentos e expansões sejam a moradia do ar. Os objetos de Giacomini delimitam uma ocupação de espaço, mas não o invadem. Desenham volumes virtuais e convidam o olhar a percorrê-los, entre uma rede de vazios que os atravessam. Os caminhos são múltiplos: não há um ponto de partida ou término. O espaço está demarcado mas ao mesmo tempo é fluxo. Nesse estado de acontecimentos poéticos, o compromisso desses objetos que são atravessados pelo olhar é com a invenção. — Felipe Scovino

Entre, 2010, Casa Andrade Muricy, Curitiba,

Topografia, 2009, Museu da Casa Brasileira, São Paulo,

Entre, 2009, Itaú Cultural, São Paulo,

Liberér l’horizon, reinventer l’espace, 2009, Paris,

Projéteis de Arte Contemporânea, 2006, Galeria da Funarte, Rio de Janeiro,

Posição, 2004, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro,

Sem título, 2003, Galeria da Funarte, Rio de Janeiro,

Sem título O sistema construtivo do trabalho de Amália Giacomini é, aparentemente, bastante simples: elásticos articulados constituem uma espécie de trama, de grade que pode tomar diversas configurações e propor também relações diferenciadas, conforme o local que ocupa. Tal estrutura acaba por constituir uma medida do espaço, isto é, determina-lhe uma coordenada, um significado. Demarca-o a um só tempo como um ponto no mapa, mas implica em contrapartida na requalificação do olhar em relação às camadas que situam-se trespassadas por este delgado e praticamente inconsútil volume “intermediário”. Se a remissão imediata provocada é a da grade perspectiva renascentista – de fato assinalável, não apenas pelo diálogo com esta operação histórica de transcrever o mundo, mas, pela própria etimologia da palavra, ver através, ver até o fim, examinar atentamente – há também o sentido de deslocamento, dado que, ao invés da transposição e planificação inerente ao método albertiano, o problema tomado é o do volume como matéria. A decidida inscrição de sua intervenção opera sobre a duplicidade de se estar diante de um espaço no qual não se distinguiria exatamente o limite entre interno ou externo, conteúdo / continente e em que, paradoxalmente, a grade transparente declara-se opaca, ao tornar visível que entre ela algo está situado além ou aquém. Sua malha, determinada como volume e massa, constitui uma qualidade de espaço terceira, que extrapola estas polaridades e estabelece uma situação objetiva de experiência do mundo. Isto é, ela propõe um sistema para desarticular o sistema (mas sem desqualificá-lo), nos faz indagar as operações óticas nas quais segura e distraidamente confiamos. E que, com isso, acaba por nos fazer reivindicar nosso caráter ativo de sujeito, como sendo alguém capaz de criar significado para o mundo. — Guilherme Bueno

Malha, 2003, EAV, Parque Lage, Rio de Janeiro,

Tópos, 2002, EAV, Parque Lage, Rio de Janeiro,

Tópos

A instalação de Amalia Giacomini resulta de uma intervenção mínima num ponto estratégico da galeria. Produzida com elásticos usados na confecção de roupas, a primeira parte desta obra consiste de uma trama quadricular plana colocada rente à parede na qual está a porta-janela do balcão que comunica o interior da sala com os jardins do Parque Lage. O grande plano formado pela malha, entretanto, é pinçado e distorcido por um fio, situado a uns dois metros de altura, paralelo ao piso e fixado na parede oposta à janela. Da tênue fronteira entre estes espaços brota o sentido poético do trabalho.

Seus elementos nos remetem, por oposição, a dois esquemas de percepção visual caros ao Ocidente: ao que levou à representação naturalista típica da arte clássica dos séculos XV e XVI e ao que rompeu com esta a partir da modernidade. A ênfase na janela real, que da sala de exposição enquadra a paisagem do parque, remete-nos à concepção espacial renascentista, fundada na  associação do plano pictórico a  janela, já que este também delimitava uma determinada cena. Esta alusão é reforçada por meio da trama cuja função, em princípio, seria a de nivelar a parede e a abertura num mesmo plano, separando-as da profundidade cênica.

Mas o quadro se transforma a partir do repuxo da grade elástica. O plano euclidiano dá lugar a um espaço topológico a partir do qual a percepção não mais se apoia em elementos fixos assegurados pelas noções de altura, largura e profundidade. Daí podermos dizer, segundo Merleau-Ponty (A Primazia da Percepção e Suas Conseqüências Filosóficas), que “a coisa percebida não é uma unidade ideal em posse do intelecto, como um conceito geométrico, por exemplo; é uma totalidade aberta a um horizonte de um número indefinido de visões em perspectiva que se mesclam umas às outras de acordo com um estilo determinado, que define o objeto em questão”.

— Fernando Cocchiarale

Nascida em São Paulo, 1974. Vive no Rio de Janeiro,

contato@amaliagiacomini.com.br

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo/FAU-USP Amalia Giacomini tem exposto seu trabalho em importantes instituições do país, como Itau Cultural (SP), Instituto Tomie Othake (SP), Centro Universitário Maria Antonia da USP (SP), Centro Cultural São Paulo, Museu da Casa Brasileira (SP), Galeria da FUNARTE (RJ), Paço Imperial (RJ), Centro Cultural Sérgio Porto (RJ), Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba) e MAC de Niterói.

Fora do Brasil realizou em 2012 a individual The invisible apparent, na Galeria Nacional de Praga. Em 2009, a exposição Liberér l’horizon reinventér l’espace, na galeria da Cité des Arts em Paris. Na mesma cidade participou, em 2005, da Exposição Comemorativa do Ano do Brasil da França realizada pela FUNARTE/MinC.

Em 2010, Amalia concluiu o Mestrado em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ. Seu trabalho é representado no Rio de Janeiro pela Galeria Mercedes Viegas.

Exposições
Individuais

2015

Pretérito Imperfeito, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

2012

The Invisible Apparent, Galeria Nacional de Praga

2011

Vazio inventado, Galeria Virgilio, São Paulo 

2010

Arquitetura do Segredo, Projeto Cofre da Casa França-Brasil, Rio de Janeiro

Vazio inventado, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

2009

Libérer l’horizon, reinventer l’espace, Cité des Arts, Paris

2007

Entre, Centro Cultural Sérgio Porto, Rio de Janeiro

2006

Sobre Espaços, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea (3a edição), FUNARTE, Rio de Janeiro

2004

Módulo, Maria Antônia Centro Universitário da USP, São Paulo

Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo, CCSP São Paulo

2003

Projéteis de Arte Contemporânea (1a edição), FUNARTE, Rio de Janeiro

2002

10d2002, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

Exposições
Coletivas

2015

Universo, Galeria Carbono, São Paulo. (Curadoria Fabio Faisal)

Permanências e Destruições,  CBAE, Antigo Hotel Sete de Setembro, Rio de Janeiro (Curadoria João Paulo Quintella)

2014

20 Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Bola na Rede – Mostra 2014, Galeria da Funarte, Brasília (Curadoria: Fernando Cocchiaralle e Sônia Salcedo)

Quarta Mostra, Parque Lage, Rio de Janeiro (Curadoria: Fernando Cocchiarale e Anna Bella Geiger)

Construções para lugar nenhum, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro (Curadoria: Luiza Duarte)

2013

BR 2013 Galeria Virgílio, São Paulo

Projeto LUPA, ArtRio 2013, Rio de Janeiro (Curadoria: Abaseh Mirvali)

Bola na Rede, Galeria da Funarte, Brasília (Curadoria: Fernando Cocchiaralle e Sônia Salcedo)

2012

Paisagens Artificiais, Galeria Pilar, São Paulo (Curadoria: Felipe Scovino)

Da próxima vez eu fazia tudo diferente, Espaço Pivô, São Paulo (Curadoria: Diego Mattos)

Dez Anos da Galeria Virgílio, Galeria Virgílio, São Paulo

2011

Nova Escultura Brasileira, Centro Cultural da Caixa,
Rio de Janeiro (Curadoria: Alexandre Murucci)

Coletiva 11, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

2010

Coletiva 10, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Ponto de Equilíbrio (curadoria: Agnaldo Farias e Jacopo Crivelli), Instituto Tomie Othake, São Paulo

Arquivo Geral (curadoria: Marisa Florido e Beatriz Lemos) Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro

Incompletudes (curadoria: Mario Gioia), Galeria Virgílio, São Paulo

Lugar da Linha (curadoria: Felipe Scovino), Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Niterói

2009

Experimentando Espaços, (curadoria: Agnaldo Farias), Museu da Casa Brasileira, São Paulo

‘Trilhas do desejo’ Rumos Artes Visuais, Itau Cultural, (curadoria: Paulo Sérgio Duarte), São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro

63o Salão Paranaense, Museu de Arte Contemporânea do Paraná

Coletiva da Galerie Sycomore Art, Paris (Pierre-Edouard Dumora, Sarah Garbarg, Amalia Giacomini, Christine Laquet e Frédéric Nakache)

Qual o lugar da arte?, 60o Salão de Abril de Fortaleza

Um Olhar Sobre a Paisagem Contemporânea, (curadoria: Fernando Cocchiaralle) Pólo de Pensamento Contemporâneo/POP, Rio de Janeiro

Coletiva 09, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

2008

Arquivo Geral, Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro

Coletiva 08, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

2007

Coletiva 07, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

2006

Oblique, Alliance Française São Paulo (Galerie Sycomore)

Wilton Montenegro: Notas do Observatório, Centro Cultural Telemar, Rio de Janeiro

2005

Projéteis da Funarte no Ano do Brasil na França, Espaço-Brasil, Paris

Projeto Figura 9, Museu da República, Rio de Janeiro

2004

Coletiva do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo

Posição 2004, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

2003

8:7 [oito horas para sete artistas], EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

Grande Orlândia, Casas da Rua Bela, Rio de Janeiro

In Classificados, Espaço Cultural Bananeiras, Rio de Janeiro

Projetos
Especiais

2011

NK Project art, Rio de Janeiro, RJ

2010

Projeto Acervo, Rio de Janeiro, RJ

2006

Draw-drawing, London Biennale, Londres

2005

Recebe o Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea da FUNARTE

2004

Teve seu trabalho publicado no Livro–DVD Rio Ateliers